Hoje senti-me tal e qual a Bridget Jones.
Não no final do filme, em que afinal o homem que ela ama é doido por ela e vai até à Tailândia para a tirar da prisão, mas cerca de meia hora antes, em que ele se sente envergonhado por ela, ela vai embora e ele não vai atrás.
Estranho é sentir-me exactamente na pele dela, ou seja, desenquadrada, desinteressante e incapaz de manter o homem que quero apaixonado por mim.
Curioso é que, nunca tinha visto o filme por não o julgar minimamente interessante, e hoje, precisamente hoje, entra-me via AXN, trazendo alguma reflexão à minha tarde depressiva.
Sim, no sofá a comer Lays e Petit Gatêau, enrolada numa manta, a ver as fotos fantásticas dos amigos divertidos e felizes no FBK, e a pensar que nunca vou ser feliz no amor. E não, nem sequer estou com o SPM.
No sofá, a pensar que nunca vou conseguir ter aquilo que finalmente quero, ou que finalmente admito querer: Uma família.
De repente sinto o tempo a bater à porta e a dizer que está na altura de apanhar o comboio, se é que quero seguir viagem.
E onde fica a linha do comboio? E em qual carruagem é suposto entrarmos? Naquela em que temos que seguir viagem ao lado de quem não queremos realmente, sob pena de ficarmos em terra? Ou esperamos pela carruagem em que temos a companhia ideal, mas que pode chegar definitivamente atrasada ao destino pretendido?
E se o lugar que queremos afinal está ocupado? Qual a melhor opção?
Se a vida fosse um filme, saberíamos que em algum momento, provavelmente perto do final, iríamos ter aquilo que queremos. Não sendo, como é suposto acabar?
Sinto-me uma pequena bridget, em que todos à minha volta são mais bonitos, mais elegantes, mais felizes.
Será que há um capítulo diferente?
Sunday, November 14, 2010
Friday, November 12, 2010
De vez em quando
De vez em quando
Sinto-te a sair
Abres a porta
e pé ante pé
vais embora...
Abro os olhos
E vejo que levas uma mala
fico contente
volto a fechar os olhos
e adormeço serenamente
Sinto-te a sair
Abres a porta
e pé ante pé
vais embora...
Abro os olhos
E vejo que levas uma mala
fico contente
volto a fechar os olhos
e adormeço serenamente
Friday, November 5, 2010
Partir
Às vezes é preciso tomar decisões difíceis.
Se pudesse escolher-te, não pensava duas vezes
Se pudesse ter-te, abraçar-te, sentir-te
Não pensava em partir
partir significa perder a possibilidade de ter tudo isso novamente
significa deixa-te ir
lavar todos os laços
encaixotar recordações
encaminhar-te para o passado
numa viagem sem retorno.
Sinto-te a falta
Quero-te perdidamente
E vou na direcção oposta
Se pudesse escolher-te, não pensava duas vezes
Se pudesse ter-te, abraçar-te, sentir-te
Não pensava em partir
partir significa perder a possibilidade de ter tudo isso novamente
significa deixa-te ir
lavar todos os laços
encaixotar recordações
encaminhar-te para o passado
numa viagem sem retorno.
Sinto-te a falta
Quero-te perdidamente
E vou na direcção oposta
Tuesday, November 2, 2010
Sai
Quando tudo está sereno
Insistes em voltar
Não podes deixar-me para sempre?
Porque não fazes como o teu corpo e a tua voz?
Porque não escolhes um lugar diferente?
Mais uma vez acordo e penso
O que fazes aqui?!
Não te pedi já para saires?
Porque não levas as memórias
As imagens, os perfumes
Os sítios por onde andamos?
Porque insistes em trazer as recordações
Em invadir o meu corpo, a minha alma,
o meu pensamento,
Da próxima vez que apareceres sem avisar,
Não te esqueças de não voltar
E de tudo levar.
Insistes em voltar
Não podes deixar-me para sempre?
Porque não fazes como o teu corpo e a tua voz?
Porque não escolhes um lugar diferente?
Mais uma vez acordo e penso
O que fazes aqui?!
Não te pedi já para saires?
Porque não levas as memórias
As imagens, os perfumes
Os sítios por onde andamos?
Porque insistes em trazer as recordações
Em invadir o meu corpo, a minha alma,
o meu pensamento,
Da próxima vez que apareceres sem avisar,
Não te esqueças de não voltar
E de tudo levar.
Monday, November 1, 2010
A vida passa
A vida passa
De nada vimos
Para nada vamos
O que levamos?
Porque sofremos?
Porque tememos?
De passagem,
muito ou pouco viver
A mim cabe decidir.
Só eu posso decidir.
O rir e o chorar
O viver e o sentir
Porquê adiar?
Porque não arriscar?
Alguma boa razão?
Não consigo encontrar...
De nada vimos
Para nada vamos
O que levamos?
Porque sofremos?
Porque tememos?
De passagem,
muito ou pouco viver
A mim cabe decidir.
Só eu posso decidir.
O rir e o chorar
O viver e o sentir
Porquê adiar?
Porque não arriscar?
Alguma boa razão?
Não consigo encontrar...
Sunday, October 24, 2010
Em sol sorridente
Em sol sorridente
Uma gota fresca veio e disse
É para ti.
Trouxe o sol dourado
Com sabor a mel
Correu a minha pele
E pediu um desejo
Quero ver-te sorrir
Em cena uma paixão
Um abraço, os teus braços
Com marcas pelo chão
Uma dança de corpos quentes
De música para sempre
Um desejo
Não partas nunca mais
E partiste, deixando o som vazio
De um negro tão sombrio
Silêncio fugidio
E fiquei
Olhando o céu partido
Lembrando o teu sorriso
Nos cheiros de jamais
Uma gota fresca veio e disse
É para ti.
Trouxe o sol dourado
Com sabor a mel
Correu a minha pele
E pediu um desejo
Quero ver-te sorrir
Em cena uma paixão
Um abraço, os teus braços
Com marcas pelo chão
Uma dança de corpos quentes
De música para sempre
Um desejo
Não partas nunca mais
E partiste, deixando o som vazio
De um negro tão sombrio
Silêncio fugidio
E fiquei
Olhando o céu partido
Lembrando o teu sorriso
Nos cheiros de jamais
Sunday, October 17, 2010
Uma das minhas músicas favoritas...
And now, the end is near,
And so I face the final curtain.
My friends, I'll say it clear;
I'll state my case of which I'm certain.
I've lived a life that's full -
I've travelled each and every highway.
And more, much more than this,
I did it my way.
Regrets? I've had a few,
But then again, too few to mention.
I did what I had to do
And saw it through without exemption.
I planned each charted course -
Each careful step along the byway,
And more, much more than this,
I did it my way.
Yes, there were times, I'm sure you knew,
When I bit off more than I could chew,
But through it all, when there was doubt,
I ate it up and spit it out.
I faced it all and I stood tall
And did it my way.
I've loved, I've laughed and cried,
I've had my fill - my share of losing.
But now, as tears subside,
I find it all so amusing.
To think I did all that,
And may I say, not in a shy way -
Oh no. Oh no, not me.
I did it my way.
For what is a man? What has he got?
If not himself - Then he has naught.
To say the things he truly feels
And not the words of one who kneels.
The record shows I took the blows
And did it my way.
Yes, it was my way.
Sinatra
And so I face the final curtain.
My friends, I'll say it clear;
I'll state my case of which I'm certain.
I've lived a life that's full -
I've travelled each and every highway.
And more, much more than this,
I did it my way.
Regrets? I've had a few,
But then again, too few to mention.
I did what I had to do
And saw it through without exemption.
I planned each charted course -
Each careful step along the byway,
And more, much more than this,
I did it my way.
Yes, there were times, I'm sure you knew,
When I bit off more than I could chew,
But through it all, when there was doubt,
I ate it up and spit it out.
I faced it all and I stood tall
And did it my way.
I've loved, I've laughed and cried,
I've had my fill - my share of losing.
But now, as tears subside,
I find it all so amusing.
To think I did all that,
And may I say, not in a shy way -
Oh no. Oh no, not me.
I did it my way.
For what is a man? What has he got?
If not himself - Then he has naught.
To say the things he truly feels
And not the words of one who kneels.
The record shows I took the blows
And did it my way.
Yes, it was my way.
Sinatra
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