Sunday, May 20, 2012

FM

Tenho saudades tuas...
Já não sei se de ti, se do que representavas.
A verdade é que tenho.
Cada vez menos vezes, mas ainda...
O amor não se esquece assim. Ainda dói.
Ainda te queria, se não fosses tóxico.
Sei que, se me quisesses como eu queria que quisesses, não dizia que não.

Tenho saudades de tanta coisa em ti, em nós. E tenho saudades de quem era contigo.
E não fica mais fácil saber que se eu quisesse, teria-te, hoje mesmo.

Friday, May 18, 2012

Tempo

Estás parado.
Gosto quando és veloz.
Quando corres como um vento costeiro, soprado de Norte, praia fora.
Gostava que corresses.
Gostava de correr contigo.
Estou parada.
Não ando, não corro.
Se corresses, levavas-me contigo?
Voltarás algum dia a correr?
Quando corres também sorris.
Quando paras, sufocas-me.

Tuesday, May 15, 2012

Voltaste :)))

Monday, May 14, 2012

Há um ano atrás já sabias que partirias em breve. Eu também sabia. Pouco falamos sobre isso, e quando falamos, só te disse que não ia acontecer.
Claro que tu não acreditaste, mas queriamos os dois fazer o outro acreditar, e concordamos que não ia acontecer.
De certa maneira tinhamos razão...
Onde estás? Andas ausente... Não tens aparecido nos meus sonhos e eu tenho saudades tuas. Será por pensar demasiado em ti durante o dia? Ou por pensar em ti doente? Eu sei que não gostas, mas é o mais recente entre nós...
Agora tenho a sensação que me observas... eu que nunca acreditei num deus que vê tudo o que fazemos, agora acredito que tu me vês, e isso ajuda-me a ser melhor.
Estes dias vão ser dificeis. Não deixo de reviver tudo o que aconteceu, mas por um lado, sinto-te mais próximo.
Volta para os meus sonhos...

Sunday, May 6, 2012

Nessun Dorma

Há dias surpreendentes...
Ontem, não só acordei com belas memórias da Toscana, como ainda tive direito a assistir a uma representação de Nessun Dorma, verdadeiramente extraordinária.
Creio que nunca tinha chorado a ouvir uma música, pela beleza do canto em si, e ontem aconteceu. Foi um serão fantástico...

Saturday, May 5, 2012

Toscana

Hoje acordei com um filme rodado na Toscana, e apercebi-me que nunca escrevi sobre a minha viagem a Itália.
Ao rever aqueles cenários, exactamente os que visitei, lembrei-me de uma série de sensações e emoções que por lá experimentei...
Curiosamente, o filme também era sobre uma mulher que tinha decidido ir para Itália sozinha. O que terá Itália que tanto atrai as mulheres? Talvez o romantismo, entranhado na arte, na arquitetura, na lingua e nos vinhos...
Tanto no filme como na minha viagem, a Toscana parece a a terra dos sonhos... emana tranquilidade, alegria e entusiasmo.
De repente fiquei com saudades. Apetecia-me meter num avião e ir lá jantar, e voltar a ficar horas na conversa com um italiano desconhecido, que tinha casado com um francesa, e trocado a ostentação parisiense por uma vespa ( que tanto gosto de vespas...), e que por isso eu era linda, a beber chardonnay ao som dos acordeões e ao cheiro dos queijos e pastas... com o Arno a decorar a paisagem.
Ao ir a sós para um país estranho, senti que tinha tirado férias de mim própria, talvez porque lá não era eu, não era ninguém... E talvez porque eu sou também o conjunto das coisas que me rodeia. Da minha família, dos meus amigos, dos sítios que frequento, dos meus hábitos. Sou também a imagem que os outros têm de mim, e lá, ninguém tinha imagem nenhuma... Lá, eu colhia as imagens que queria, as memórias, os pensamentos, e era apenas isso. E é tão bom ser apenas isso de quando em vez...
Hei-de lá voltar, em breve...

Monday, April 30, 2012

"O esquecimento não tem arte. Os momentos de esquecimento, conseguidos com grande custo, com comprimidos e amigos e livros e copos, pagam-se depois em condoídas lembranças a dobrar. Para esquecer é preciso deixar correr o coração, de lembrança em lembrança, na esperança de ele se cansar. " de MEC.
Este texto de como se esquece alguém que se ama, poderia ter muito bom escrito por mim. Não que tenha a ousadia de me comparar a este senhor na escrita, mas comparo ideologicamente, com as limitações que uma jovem de de 30 anos pode ter. Limitações, fruto da inexperiência. Contudo, a vida proporcionou-me já um leque de experiências que se fossem um CV, seriam um bem valorizado.

Por vezes ainda tenho de explicar às pessoas que estar triste não é estar deprimido. Não deprimido como a doença da moda. Deprimido sim na medida em que é preciso, de vez em quando, dizer à vida que já chega. Que nos retiramos da batalha para limpar as armas e percebermos quais as sequelas, antes de voltar ao campo de guerra.
O MEC diz que esquecemos devagarinho. Eu acredito que nem chegamos a esquecer. É como uma amputação de um membro. Não esquecemos, adaptamo-nos, e de vez quando, sentimos as dores fantasmas, pois não pode doer algo que não temos. Perder um amor é assim. Mas, com o tempo, deixa de doer sempre. Sara a ferida, e aprendemos a viver novamente.
Coisa estranha esta, hein? Num tempo em que queremos ir em direcção ao idílico, à perfeição, que vida é esta que a cada passo nos amputa? É a que sempre foi, sem photoshop...